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A diferença entre Gamificação, jogos e programas de fidelidade

Gamificação, joguinhos e programas de fidelidade são a mesma coisa?

Essa dúvida sempre aparece e por isso que o Marcelo Dilin, head de Tecnologia da Informação da Xtrategie criou um conteúdo especial.

Nele, ele explica exatamente a diferença entre os três e destaca a importância de cada um deles.

Quer saber tudo sobre Gamificação e outros incentivos? Continue lendo esse artigo.

 

Gamificação, jogos e programas de fidelidade são a mesma coisa?

Por Marcelo Dilin 

 

Eu já digo de cara que não. Eles não são a mesma coisa e eu te explico o que diferencia um do outro ao longo desse artigo.

Começar pelo começo. Nesses últimos cinco anos tenho estudado bastante sobre Gamificação. Primeiramente, por força da necessidade de clientes, que nos lançaram o desafio de ajuda-los.

A partir daí, como tudo que nos propomos, nós da Xtrategie, fomos aprofundar sobre o assunto para entregar os melhores resultados possíveis, não só do ponto de vista tecnológico, de plataforma, como também de metodologias, aplicações e conceitos.

A partir desse impulso inspirador mergulhei em um universo fascinante, cheio de potencialidades e pouco explorado no Brasil, mesmo com altas demandas latentes em empresas de portes e setores distintos que poderiam ter a Gamificação como uma opção estratégica mais adequada para alguns de seus objetivos.

Para mim a Gamificação no Brasil está alguns passos atrás do que podemos observar como sendo o estágio médio de uso pelo mundo. Se usarmos como referência a pesquisa que resulta no Hype Cycle do Gartner, vejo que temos 4 grupos mais comuns:

  • Empresas que ainda não sabem do que realmente se trata e no que poderia ajudá-las de fato.
  • Empresas que buscam na Gamificação uma “tábua da salvação” ou um elixir mágico doutrinador de pessoas.
  • Empresas que afirmam já terem utilizado de Gamificação e que não funcionou como esperados.
  • Empresas que dizem estar utilizando a muito tempo e que tem domínio sobre o tema, normalmente ancorando na existência de um programa de incentivo, fidelidade, controles de metas/realizado e retribuições em um formato “legalzinho” ou nem tanto.

 

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Para esses dois últimos grupos o que podemos perceber em muitos casos é que a crença de uso é de fato equivocada causada inclusive pelas falsas relações diretas sugestionadas com jogos, assunto no qual todos nós acreditamos ter alguma autoridade ou domínio de conhecimento, por relações pessoais estabelecidas ao longo da vida, o que de longe não evidenciam a aplicação de Gamificação de fato.

Para o grupo das expectativas elevadas, posso dizer que a Gamificação encaixada em uma necessidade apropriada, dá resultado sim! Mas proporcional ao esforço e conhecimento colocado nos projetos.

O que estes quatro grupos têm em comum é um desconhecimento sobre o tema que podem distanciar as empresas do bom uso e resultados efetivos da Gamificação.


 

Mas, afinal. Qual a diferença entre Games, Programas de Fidelidade e Gamificação?

Existe uma confusão recorrente sobre games, programas de incentivos e Gamificação e é disso que vamos tratar aqui.

São a mesma coisa? O que se igualam? O que se diferem? Programas de incentivo como o TAM Fidelidade são Gamificação?

Uma aplicação de Gamificação sempre contém um Game? Vamos dar respostas a todas essas questões e ampliar o entendimento real sobre o assunto.

São a mesma coisa?

Partindo do objetivo que cada um se propõe podemos afirmar que não são a mesma coisa! Em uma palavra podemos dizer que o objetivo dos games é entreter, dos programas de incentivo é compensar e da gamificação é motivar.

O que se igualam?

Este é o ponto que fortalece essa confusão. Porque existem elementos fortes que as igualam. Nos três casos a busca pelo engajamento dos seus participantes de forma voluntária, requerem interação dos seus participantes, usam de mecânicas de jogos como pontos, progressão, níveis. Mas as semelhanças terminam por ai.

O que se diferem?

O envolvimento e propósito de cada uma é bem distinto entre si. Nos games o engajamento é fantástico, em universos paralelos ou simulações de uma realidade distinta da do participante.

Você pode estar envolvido sendo um veloz porco espinho azulado no Sonic, um exímio jogador de futebol no FIFA, lutando contra zumbis em Resident Evil. Ou em inúmeras outras experiências muitas vezes altamente elaboradas em elementos criativos, recursos gráficos, músicas, roteiros.

Mesmo as experiências de games que não embarcam tanto investimento visual todas tem sempre como objetivo principal entreter, divertir.

Já os programas de recompensa, de fidelidade, que deveriam a rigor da função, serem mais chamados de programas de troca, tem como modelo primário de envolvimento, de estrutura de incentivo e de propósito um foco no espectro transaciona.

Em elementos tangíveis, criando apenas uma relação de troca com os participantes, o que não significa algo necessariamente ruim. Estão aí os planos de companhias aéreas fazendo muitos aniversários e cheio de participantes para validá-la.

Mas, definitivamente não podemos considerá-las como sendo a mesma estratégia. Da mesma forma temos que entender que existe aí uma zona cinzenta. Em que elementos emocionais podem ser encontrados em programas de incentivo.

Assim como elementos transacionais podem e comumente são encontrados em propostas de Gamificação. A distinção se dará sempre pela relevância frente ao principal modelo de envolvimento e propósito.

Por fim a Gamificação tem como objetivo principal envolver os participantes em um nível emocional. Seja elevando a autoestima, construindo capital social, atendendo outros fins dos participantes e claro, fazendo da forma mais suave possível a intercessão com os objetivos da empresa. Aí está um dos papeis mais fundamentais de um bom “gamificador” ou game designer.

 

Conclusão

Concluindo então o uso da Gamificação não é para tornar o trabalho mais divertido, tão pouco retribuir ao participante pela meta atingida, em que o objetivo final que será somente ganhar um prêmio.

Gamificação envolve emocionalmente todos em busca de um propósito. Bora levar essa estratégia para a sua empresa?

Solicite nosso contato 🙂

 


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